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A Reforma Tributária reforçou a importância do planejamento sucessório para empresários e famílias que concentram patrimônio em empresas. Com as mudanças no ITCMD e a necessidade de uma organização patrimonial mais robusta, antecipar a sucessão passou a ser uma estratégia para preservar os negócios e reduzir impactos financeiros.
Levantamento da Mardô Family House Integration mostra o tamanho do desafio: apenas 11% das empresas familiares brasileiras possuem um plano estruturado de sucessão, contra 64% na média mundial. Menos de 30% chegam à terceira geração e somente entre 3% e 7% alcançam a quarta.
Para Suelen Arrigo, especialista em planejamento patrimonial e sucessão pela Jacques Vitae, o tema precisa ser tratado como parte da gestão empresarial. "O planejamento sucessório deixou de ser uma pauta apenas jurídica. Hoje ele envolve estratégia empresarial, preservação do patrimônio e continuidade da empresa. Quanto mais cedo esse planejamento é iniciado, maiores são as possibilidades de reduzir impactos financeiros e operacionais para a família e para o negócio."
Entre os instrumentos que podem integrar a estratégia está o seguro de vida, capaz de gerar liquidez aos beneficiários e evitar a venda imediata de imóveis ou de participações societárias para cobrir as despesas da sucessão. "Em muitos casos, o patrimônio está concentrado em imóveis ou na própria empresa. Quando ocorre o falecimento do responsável financeiro, a família pode enfrentar dificuldades para arcar com os custos da sucessão. O seguro de vida pode criar liquidez e ajudar a preservar o patrimônio construído ao longo de décadas", explica Suelen.
O mesmo instrumento pode ser aplicado ao planejamento de sociedades empresariais, oferecendo recursos para lidar com a sucessão de participações e reduzindo o impacto sobre o caixa da empresa.
Para a especialista, a mudança mais importante é cultural: "Assim como o empreendedor planeja investimentos, expansão e governança, também precisa planejar a continuidade do patrimônio. A sucessão deixou de ser uma discussão para o futuro e passou a integrar a estratégia de gestão das empresas familiares."
Fonte: Com informações de Contábeis
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